
O termo “Custo Brasil” é frequentemente mencionado em debates sobre a economia nacional, mas o que ele significa na prática para o setor logístico e da cabotagem?
Trata-se de um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e tributárias que tornam as operações no país mais caras e complexas do que em outros lugares.
A cabotagem, embora seja uma solução eficiente para a movimentação de cargas entre os portos brasileiros, também é impactada por esses entraves.
Vamos desmistificar e apresentar caminhos para a superação desses desafios, posicionando a cabotagem como um pilar da logística moderna.
O Brasil, devido às suas dimensões continentais e complexidades intrínsecas, impõe desafios únicos ao transporte de cargas. Para otimizar as operações e reduzir custos, é fundamental entender os principais componentes do Custo Brasil que impactam diretamente no dia a dia.

Mesmo sendo um transporte doméstico, a burocracia na cabotagem muitas vezes se assemelha à do transporte internacional.
Múltiplas exigências documentais e a intervenção de diversos órgãos fiscalizadores geram atrasos e custos adicionais.
Imagine a dificuldade de coordenar uma operação multimodal quando cada etapa do embarque e desembarque exige um emaranhado de papéis e aprovações. Essa lentidão impacta diretamente a previsibilidade que você busca para suas entregas e dificulta a justificativa para a adoção de novos modais.
Apesar dos investimentos em alguns portos, a falta de infraestrutura de acesso continua sendo um gargalo. Acessos rodoviários e ferroviários inadequados ou congestionados, somados à capacidade limitada de alguns terminais portuários, criam filas e atrasos.
Seus produtos podem chegar rapidamente ao porto via cabotagem, mas a ineficiência no “último trecho” rodoviário, para chegar até a sua fábrica ou centro de distribuição, pode comprometer toda a cadeia. Essa realidade exige um planejamento ainda mais robusto e, muitas vezes, leva a custos extras com estadias e armazenagem.
A complexidade da carga tributária brasileira é um dos maiores entraves. Impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide de forma diferente entre os estados, criam barreiras para a fluidez do transporte de cabotagem e aumentam os custos administrativos para as empresas.
A “guerra fiscal” entre os estados, com diferentes alíquotas e regimes especiais, pode tornar a precificação do frete de cabotagem um verdadeiro desafio, exigindo um profundo conhecimento fiscal para evitar surpresas no orçamento.
Mesmo com os desafios impostos pelo Custo Brasil, a cabotagem se destaca como uma alternativa inteligente e oferece vantagens competitivas claras.
Ela diminui a dependência de rodovias, reduzindo custos com pedágios, roubos de carga e acidentes, que são preocupações constantes no modal rodoviário.
Além disso, a cabotagem contribui para a sustentabilidade (ESG) da sua cadeia, com emissões de CO2 até quatro vezes menores que o modal rodoviário, uma vantagem que a sua empresa pode e deve comunicar.
A previsibilidade de horários e a segurança oferecida pelos navios também garantem um fluxo mais estável para suas mercadorias, minimizando as dores de cabeça com prazos e entregas.
No seu dia a dia, a cabotagem pode ser o elo que faltava para uma operação intermodal robusta e mais eficiente.
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Para que a cabotagem atinja seu pleno potencial e ajude a mitigar ainda mais o Custo Brasil, é fundamental o apoio de políticas públicas. Programas como o BR do Mar, criado para incentivar o transporte de cabotagem no país, buscam simplificar a regulação e estimular investimentos na frota. No entanto, é preciso ir além.
A necessidade de investimentos contínuos na modernização e integração da infraestrutura portuária, com foco em acessos rodoviários e ferroviários de “última milha”, são essenciais para eliminar os gargalos e otimizar a movimentação de cargas.
A colaboração entre o setor público e privado é a chave para destravar o imenso potencial da cabotagem.
O Custo Brasil é, sem dúvida, um dos maiores freios ao desenvolvimento logístico do país, impactando diretamente a competitividade de sua empresa. No entanto, existem soluções, e a cabotagem se posiciona como uma das mais eficientes e sustentáveis.
A ABAC acredita que, ao priorizar ações que desburocratizam e incentivam a cabotagem, não apenas se fortalece o setor marítimo, mas se aumenta a competitividade de toda a economia brasileira.
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